As origens da Casa de Laraias remontam ao início do Sec. XVIII.
Tão antiga é, que o seu nome – Laraias mencionado em antigos registos como sendo um Italiano religioso, estudante de Teologia, que se tornou monge no Mosteiro de Travanca, foi sendo adoptado por pequenos lugares contíguos à Quinta que entretanto se foram formando.

A Quinta possui várias minas, construídas a mando dos superiores do mosteiro, com a finalidade de abastecerem o mesmo, em particular a Mina dos Frades que, como conta a Lenda, serviu de abrigo e esconderijo a alguns monges e a pequenos tesouros durante as Invasões Francesas, no Sec. XIX.

A Quinta Casa de Laraias está na família desde o Sec. XIX, retratando, naturalmente, o passar das gerações.
Possui bolsas de mata seculares com grande diversificação de espécies arbóreas e de aves que aqui nidificam.

A tradição de produção de vinho esteve sempre presente.
Com o decorrer do tempo, o património da Quinta ampliou-se, foram adquiridas novas quintas, contíguas à Casa de Laraias. Estes terrenos aráveis eram explorados pelos Caseiros, arrendatários que no final do ano pagavam o
aluguer das quintas com os géneros aí produzidos, essencialmente cereais e vinho.
As videiras localizavam-se na periferia dos campos, em sistema de enforcado e em ramada, permitindo um melhor aproveitamento dos terrenos, pois havia mais variedade de culturas.

Já no Sec. XX, em meados de 1970, as seis quintas da família – Casa de Laraias, Pigaços, Fonte Murteira, Moreira de Baixo, Covas e Loureiro, passam a ser exploradas pelos propritários, apostando na vitivinicultura e na pecuária.

A panorâmica vitícola da época, bem diferente da actual, caracterizava-se pela condução das videiras em ramada e bardos altos em bordadura, imperando a produção de vinho tinto, que posteriormente era vendido a granel.

Apesar da boa qualidade do vinho, surge a necessidade de proceder à reconversão das vinhas, seguindo as tendências do mercado, particularmente a procura pelos Vinhos verdes brancos. As vinhas deixaram de estar na margem das parcelas e passaram a ser a cultura principal. Novos sistemas de condução, em cordão simples e duplo, e a utilização de castas recomendadas para a região: Azal e Pedernã ou Arinto, Avesso e Trajadura permitiu um acréscimo de produção e melhor qualidade dos vinhos.
Em 1985 surge uma nova etapa. O engarrafamento do vinho extraído das vinhas já reconvertidas, com a marca “Casa de Laraias”. Foi um passo importante na nossa história, justificando todo o património vitícola da Casa de Laraias de hoje em dia. São 20 hectares de vinha explorada de forma sustentável.
A empresa Casa de Laraias, Sociedade Agrícola Limitada foi constituída em 1993, produzindo e comercializando os Vinhos Verdes Casa de Laraias. Décadas de tradição e saber permitem-nos dispôr de vinhos únicos e muito apreciados.

2020

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Os vinhos Casa de Laraias, Casa de Laraias - Avesso e Casa de Laraias - Alvarinho com imagem renovada

1997

Foi uma renovação de imagem em 1997. Nesta altura também existiam monovarietais-azal e pedernã ou arinto - Vinhos Premiados.

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1993

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Época de 1993/1994. As vinhas já haviam sido a novos sistemas de condução, proporcionando vinhos de maior graduação e mais delicados no palato.

1984

Início da década de 1980: Primeiro vinho engarrafado.

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